quinta-feira, dezembro 28, 2006

Escreveu não leu, o erro é seu.

Essa história de pegar matéria de agência, copiar e colar podem não acabar bem. Como acontece no exemplo abaixo. O erro foi publicado no blog do KibeLouco e o Terra já mudou o texto. Custava ter dado uma lida?
* Clique para aumentar a imagem.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

A Televisão é a Imagem da Besta?

Já faz um tempão que eu não posto nada. Pura falta de tempo. Semana de prova acaba com os neurônios de qualquer um. Os meus foram sugados e tiraram uma semana de férias. Agora já estão de volta. Lentos. Mas, de volta.

Durante o meu período de recesso produtivo, passei um tempo vagando pelo vasto mundo on-line. Procurando blogs novos, sites minimamente interessantes e alguns vídeos. Sobre estes últimos, cheguei a uma conclusão velha, mas, estarrecedora (Gosto dessa palavra. Estarrecedora. Dá um tom de sensacionalismo.): Os internautas estão somente procurando por vídeos engraçados ou de “putaria”. Os vídeos com conteúdo estão na periferia do ciberespaço. Falo isso por experiência própria.

Na minha lista de vídeos do YouTube, existem dois que diferem enormemente (Também gosto dessa. Enormemente. Dá uma idéia de grandeza). Os dois estão neste blog. Um é o do Ricardo Kotsho falando dos novos caminhos do jornalismo e o outro é uma briga de casal exibida pela Tv Diário. A diferença de número de acesso dos dois é monstruosa (Essa é muito boa. Monstruosa. Passa sensacionalismo e grandeza)(Também adoro usar parênteses para falar do próprio texto. Com por exemplo estes). Em um mês, o do Ricardo teve 25 visualizações e o da briga de casal teve 6.079.

Não vou cair naquele velho discurso intelectual que diz que o povo precisa ser “culturado”. Até porque, a maior parte dos internautas pertence à classe média, que tem acesso aos aparelhos culturais. A minha teoria é que isso é uma herança das tvs abertas. Os vídeos na internet somente refletem o que as pessoas são obrigadas a assistirem diariamente na caixa azul da sua casa. Mas é só uma teoria.

Abaixo, a primeira parte de um documentário produzido por alunos de Comunicação da PUC. O nome é “A Televisão é a Imagem da Besta?”. Mas, como todos os vídeos com conteúdo da internet, não obteve muita audiência. Uma pena.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Rádios do Interior

Existem algumas coisas que só que as rádios do interior fazem por você. Lá, elas ainda são usadas para mandar recados, cumprimentos e dar informações referentes à comunidade. A maioria dos locutores tem pouca, ou nenhuma, formação escolar, isso dar margem para uma porção de erros impressionantes.

No Trailer abaixo estão três exemplos muito engraçados:
1. Em Quixeramobim (Ceará), um sujeito chamado “Carro Velho” liga para a rádio para rasgando elogios a Carlinhos Elói e toda a sua família.

2. Locutor se atropelando em uma notícia sobre um corte de energia na região de Barbalha e Jardins.
3. Narrador de partida se empolga com a possibilidade do time “Pato Branco” ir para primeira divisão.


quinta-feira, dezembro 07, 2006

Os publicitários legais!

Ainda não odeio os publicitários, como todo mundo diz que vai acontecer. Existem alguns trabalhos que me deixam de boca aberta. Por causa da criatividade e inovação. Existem peças publicitárias que divertem, ao invés de estampar o produto da sua cara e te obrigar a engoli-lo.
Sobre anúncios publicitários achei dois blogs legais. O primeiro é o “Blog de Guerrilha”, que fala a respeito de ações virais e diferentes. A mais recente são as fotos sem calcinha da Britney Spears. O Guerrilha classifica as fotos como “Bush Marketing” e fala que o “conceito é simples: deixe-se flagrar sem calcinha por algum fotógrafo e ganhe muita mídia espontânea. E não venham me dizer que isso é “propaganda ruim”, porque a Paris Hilton só é o que é hoje por causa do vídeo dela transando com o namorado (clássico da Internet). A estratégia do “Bush Marketing” é simples e vem sendo muito usada em feiras e eventos em geral. A fórmula matemática, caso alguém queira testar: Uma promoter - calcinha + camiseta com sua marca)internet = branding
O outro encontrei por acaso, vagando pelo orkut. A autora é Flávia Fazenda. O nome do blog é “As melhores propagandas do mundo”. Não sei se todas as melhores estão lá. Mas as que estão são muito boas. Ela não escreve muito, mas nem precisa.

terça-feira, novembro 28, 2006

O Fim está próximo?


O texto de Clóvis Rossi dá uma pincelada em um assunto que rondou a imprensa meses atrás. O fim do jornalismo impresso. Uma The Economist deste ano já tinha tratado do tema. A revista destacou os seguintes pontos:

- Nos últimos 20 anos, o número de contratados nas empresas de jornalismo tradicional caiu 18%.
- O site do jornal italiano "la Repubblica" hoje recebe 1 milhão de leitores por dia, o dobro da circulação de papel.
- No primeiro semestre de 2006, o valor dos anúncios on-line cresceram 70% nos EUA. Nem precisa dizer que estão estacionados ou em declínio há um bom tempo nos meios tradicionais. - Nos últimos 10 anos, a fatia do bolo publicitário para jornais caiu de 36 para 30%. Prevê-se queda de mais cincos pontos até 2005.
- Por conta da internet, o jornal inglês The Guardian já tem nos EUA o equivalente a metade do seu volume total de leitores na Inglaterra!

A The Economist só não disse que ela mesma já têm 3 vezes mais assinaturas on-line que do papel.

O Fim está próximo!!!!



Férias, as últimas?
Por Clóvis Rossi

Na Folha de S.Paulo de hoje

SÃO PAULO - Saio hoje de férias (até o começo de dezembro) com a sensação que deve sentir o mico-leão-dourado: a de uma espécie em vias de extinção.
Um estudioso norte-americano, que já citei neste espaço, chegou a pôr até a data do fim na lápide do jornalismo impresso (2040, salvo erro de memória).
A coisa é tão feia que a revista francesa "Marianne" está propondo a criação de uma comissão, formada por personalidades independentes, com a única tarefa de lançar "uma grande campanha nacional pela independência da imprensa", como diz Maurice Szafran, diretor da revista.
A idéia é reunir até 40 milhões (cerca de R$ 112 milhões), a serem redistribuídos a jornais em dificuldades.
Recorrer à sociedade é uma idéia bem melhor e mais sadia do que a do governo petista de dar dinheiro público para publicações "amigas", ou seja, para o popular jornalismo chapa-branca.
Ainda assim, e mesmo que o público francês compre o "bolsa-mídia", não vai resolver o problema, O jornalismo impresso vive uma crise que é, sim, financeira, mas é acima de tudo uma crise de destino.
Explícita ou implicitamente, vivemos sob a cultura do lema do "New York Times", qual seja, publicar "all the news that is fit to print". Hoje em dia, todas as notícias que estão prontas para publicação aparecem antes que os jornais comecem a rodar -ou na TV, ou na internet, ou no rádio.
Logo, a rigor, não há mais notícias "fit to print" que sobrevivam até o dia seguinte, quando os jornais começam a circular. É claro que sempre sobra alguma rebarba de informação exclusiva, mas é pouco para uma indústria tão cara.
O jornalismo impresso precisa reinventar seu destino. Eu tenho até alguns palpites, mas, como não passam disso, o melhor é tirar férias. Na volta conversamos.

Será o fim dos tempos?

Caminhando tranquilamente pelo vasto mundo da web, me deparei com a pérola abaixo. Não sei aonde o jornalismo vai parar, mas o fim está muito próximo. Ou será que essa prática (divulgar notas vulgares sobre a vida dos outros) é mais antiga que a profissão?
A notícia não deixa de ter o seu valor humano. Um homem, supostamente com desejos homossexuais, se satisfazendo com um vegetal cilíndrico. Ou talvez, ele seja adepto do pansexualismo. Nunca saberemos.





Transcrevi as letras pequenas para os míopes. As notas em vermelho são do blog.

O metalúrgico R., de 49 anos, que teria função de chefia no Brasfels, sofreu durante 11 hora com um pepino de 25 centímetros de comprimento por 8 de diâmetro (o repórter teve zelo na apuração. Foi muito detalhista.) enfiado no ânus. O vegetal desceu (isso depende do ponto de referência.) e foi parar no intestino, provocando cólicas e dores terríveis. Ele foi atendido no Pronto Socorro, às 15h30 de segunda-feira, dia 13. A operação de retirada do pepino foi muito tensa e exigiu junta médica. A esposa defendeu o marido afirmando que ele "não era veado (eu acho que a mulher disse viado) nem tinha histórico de homossexualismo". O metalúrgico disse que "tudo aconteceu num momento de fraqueza". (O estado de saúde do metalúrgico é estável. Mas o pepino não resistiu e foi a óbito).

quinta-feira, novembro 23, 2006

Vende até o que não tem.




A idéia do cara foi a seguinte: “Vou vender cada espaçozinho externo do meu carro para anunciantes”. Ele dividiu, imaginariamente, o veículo em 519 quadrinhos de 18 x 14 cm e cobra R$ 100,00 por cada um deles. Se parasse por aqui, seria somente uma idéia estranha. Mas, não parou. O detalhe mais interessante é que o rapaz ainda não tem o carro. Ele pretende comprá-lo com o dinheiro dos patrocínios.

O dono do futuro carro chama-se Felipe Matos, 23, estudante de administração de Belo Horizonte. Ele está aceitando todo tipo de anuncio: recados pessoais, brasões de time, páginas da web e de empresas.

A idéia não é completamente nova. A norte-americana Leah Culver fez algo parecido. Ela comprou um notebook da Apple vendendo espaços publicitários na tampa dele. O plano do mineiro é bem mais ousado, mas já atraiu anunciantes.

Para saber mais acesse o site do rapaz: www.patrocinemeucarro.com
Sugestivo, né?!?

quarta-feira, novembro 22, 2006

Custa fazer uma boa produção!?!

Custa fazer uma boa produção!?! Custa!?!? Neste blog já demos um bom exemplo de “falta do que perguntar”: O caso Amarante. Pois bem, navegando por aí, sem pensar muito em nada, encontrei um vídeo bem legal que, de certa forma, fala do mesmo assunto.

Em um quadro da finada Tv Pirata, a personagem de Regina Cazé, Laila Longras, era uma jornalista totalmente despreparada. Ela não sabia quem era a entrevistada, qual a sua profissão e o motivo da entrevista. Para tapar o buraco, a apresentadora adjetivava e inventava histórias a respeito da entrevistada, nesse vídeo, interpretada por Cláudia Raia.


terça-feira, novembro 21, 2006

Jornalista é como o vinho? quanto mais velho... melhor.

Eu não bebo. Não entendo de vinhos. Nunca saberei a diferença entre um Musigny Vieilles Vignes 1992 e um Padre Cícero garrafão de 5 litros. Mas, acredito no que dizem: quanto mais velho o vinho, melhor. Com certeza isso não se aplica as mulheres. Ninguém, em sã consciência, trocaria uma garota de 24 por uma senhora de 88 anos chamada Gertrudes. Provavelmente, nem a Dona Gertrudes faria isso.

Não sei se a metáfora do vinho encaixa no jornalismo. Pois, existem uns velhos que ficam fazendo entulho nas redações e não servem para nada. Mas, existem outros que, apesar de estarem na profissão desde quando ela não era uma profissão, permanecem na “crista da onda” do jornalismo. Um deles é Ricardo Kotscho.

O vídeo abaixo é o primeiro bloco da entrevista de Kotscho no programa Comitê de Imprensa, exibido no dia 24/02/06, na Tv Câmara. Toda a entrevista é muito esclarecedora. Ele consegue jogar uma luz sobre os futuros rumos do jornalismo. Kotscho fala a respeito da falta de interesse dos repórteres em irem às ruas para buscar novas histórias. Fica todo mundo no bem-bom das redações, esperando as notícias caírem no colo ou chegarem via press-release. Resultado: no outro dia, todos os jornais estão falando sobre as mesmas coisas e da mesma forma.

Para ter acesso aos outros blocos basta ir ao site da Tv Câmara e procurar por lá!